quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PATETA - Disney


Pateta (do original Dippy Dawg e em inglês de Goofy Goof) é uma personagem de animação dos Estúdios Walt Disney criada em 1932. Ele é um cão antropomórfico de físico magro, esguio, alto, e desengonçado, conhecido pelo público por seu jeito atrapalhado, engraçado, e bondoso e por seu chapéu singular. Seu nome seria um apelido, pois nos curtas dos anos 50 e 60 era chamado "George Geef" ou "G.G Geef". Fontes atuais como o desenho A Turma do Pateta dão seu nome como Goofy Goof.
Pateta possui um filho, Max, e o alter-egos super-heróicos Superpateta (paródia do Superman) e Jaime Scond (paródia de James Bond).
História
A personagem foi criada em 1932 com o nome de Dippy Dawg e apareceu pela primeira vez em 1933, na revista "Mickey Mouse Magazine". Também apareceu como co-representante na curta "Mickey´s Revue" dirigido por Wilfred Jackson, no papel de um integrante da plateia irritante por sua atitude imprópria e sua risada escandalosa. Porém, o que parecia ser apenas um personagem mediano num papel insignificante acabou por levá-lo às graças de Walt Disney, justamente por sua risada característica, desenvolvida junto a Pinto Colvig (roteirista e palhaço), com quem trabalharia até 1965. A partir de então, Pateta começa a participar de um número cada vez maior de trabalhos e, rapidamente, torna-se um dos melhores amigos de Mickey Mouse.
Enquanto Dippy Dawg, a personagem atuou sempre como co-representante. Em 1934, porém, ao aparecer em "The Orphan´s Benefit", fixa sua imagem como personagem oficial do primeiro escalão da Turma do Mickey e muda seu nome para Goofy. Contudo, foi apenas no dia 17 de março de 1939 que Pateta conseguiu seu primeiro trabalho solo. É a animação "Goofy and Wilbur", dirigida por Dick Huemer. A história girava em torno de Pateta e seu animal de estimação Wilbur, um gafanhoto, em um dia de pescaria.
Já na década de 40, Pateta inicia seus trabalhos no estilo "Como fazer....", ensinando desde "Como Dormir" até "Como Esquiar", nesses trabalhos Pateta atrapalhadamente, mas sempre determinado, nos ensina, ou pelo menos tenta, a realizar as mais diversas tarefas. Com pouca fala e sempre com a ajuda de um narrador que interage com a personagem a quase todo momento, pode-se dizer que o ensino quase nunca corre normalmente. Nesses desenhos todas as personagens têm a fisionomia de Pateta. De 1940 a 1950 já havia 48 desenhos do Pateta, além de aparecer em outros diversos junto a Mickey Mouse e Pato Donald. Além do Pateta Olímpico, a série "Como fazer..." inspirou várias séries de quadrinhos especiais do Pateta, como a produzida no exterior e conhecida no Brasil por "Pateta faz História", na qual ele sempre representa uma personagem histórica: Cristóvão Colombo, Leonardo da Vinci etc.
Art Babbitt é creditado para desenvolver a personalidade de Pateta, ele o descreveu desta maneira no documentário ''Animating Art'': Ele [pateta] era alguém que nunca soube o quão estúpido ele era. Ele pensou longa e cuidadosamente antes que ele fez alguma coisa, e então ele fez errado.
Depois do desenho "Aquamania" (1961), Pateta "aposentou-se", só aparecendo numa ponta em Who Framed Roger Rabbit (1988). Nos anos 90, Pateta conseguiu seu série de TV chamada "Goof Troop" (no Brasil, "A Turma do Pateta"). Na série, ele vive com seu filho Max e seu gato Panqueca, além do vizinhoBafo-de-Onça. "Goof Troop" levou aos filmes "A Goofy Movie" (1995) e "An Extremely Goofy Movie" (2000), além de um jogo para Super NES.
Também apareceu no programa infantil para TV "Mickey Mouse Clubhouse". Recentemente, Pateta tornou-se um dos protagonistas da série de videogame Kingdom Hearts.
Em "Mickey's Service Station", dirigido por Ben Sharpsteen e lançado em 16 de Abril de 1999 é que se inicia a clássica formação "Mickey, Donald e Pateta", que se repetiria diversas vezes. Nesse estilo de comédia, os três sempre se defrontam com uma situação principal e, ao longo da aventura, o foco narrativo se divide em três, acompanhando a trajetória de cada um separadamente e unindo-se novamente no final. É o estilo utilizado também em "Clock Cleaners", lançado em 15 de Outubro de 1937 e "Lonesome Ghosts", 24 de Dezembro de 1937. Ao longo do tempo, a participação do Mickey nas animações diminui em detrimento de uma maior participação de Pateta e Donald. A razão era que, enquanto Donald era mais facilmente irritável e Pateta se tornava cada vez mais desligado, Mickey ia se tornando cada vez mais equilibrado e sem defeitos, sendo o porto seguro do trio. Então os artistas do Estúdio acharam que era mais fácil bolar novas aventuras para Pateta e Donald do que era para Mickey, chegando ao ponto de tornar as aparições de Mickey desnecessárias e não interessantes para o público. "Polar Trappers", lançado no dia 17 de Junho de 1938, foi o primeiro trabalho de Pateta e Donald como uma dupla. Mickey voltaria ao grupo original em "The Whalers", lançado em 19 de Agosto de 1938, mas essa seria a última produção da década de 30 a trabalhar com os três juntos.
Ao contrário de Mickey e a Minnie e Pato Donald e Margarida, Pateta não tem nenhum par romântico, apenas no filme do Pateta 2, em que teve um par romântico com uma bibliotecária da sua faculdade chamada Sylvia Marpole. Também nos desenhos antigos, o Pateta era casado com uma mulher humana que o seu rosto não era mostrado(e possivelmente é apontada como a mãe jamais revelada de seu filho Max). Nos desenhos atuais como Point do Mickey, Pateta tem um interesse amoroso em Clarabela, que é a namorada do Horácio.

No Brasil

Com grande popularidade, Pateta tem sido presença constante nos quadrinhos Disney no Brasil. Devido a popularidade dos seus desenhos em que ensina a praticar esportes e que sempre são exibidos na TV, ele foi escolhido pelos artistas brasileiros como o protagonista da primeira história Disney especial publicada pela Editora Abril (de mais de 30 páginas e na qual aparecem todos os personagens Disney de destaque, exceto os clássicos históricos) sobre as Olimpíadas. A história foi chamada de Pateta Olímpico (publicada em 1972, por ocasião das Olimpíadas de Munique). O Pateta Olímpico era o Pateta de sempre, que se entusiasma pela Olimpíada e resolve se inscrever como maratonista, numa competição de Patópolis patrocinada pelo jornal do Tio Patinhas. Ao vencer a prova, se classifica para a mesma competição nas Olimpíadas oficiais. Curiosamente, nos anos 90 seria lançado o Sports Goofe que lembra o Pateta Olímpico, mas produzido no exterior e como sendo uma nova personagem, primo do Pateta.
O Pateta chegou a ser agraciado com uma revista própria da Editora Abril nos anos 90. Foi um dos personagens em O Grande Livro Disney e astro principal do Manual dos Jogos Olímpicos.

A Voz no Brasil

No Brasil Pateta foi dublado pelos dubladores: Telmo de Avelar (primeiro dublador oficial da personagem, durante os anos 60 até meados dos anos 80, em seus curta-metragens clássicos dublados no estúdio Herbert Richers), Nelson Batista (segundo dublador da personagem, no final dos anos 80 e início dos 90, em vários curta-metragens clássicos dublados na S&C São Paulo, Megassom e Sigma SP, e no longa-metragem "Pateta - O Filme"), Élcio Sodré (substituindo Nelson Batista na Sigma SP, após sua morte) Anderson Coutinho (em "A Turma do Pateta""Pateta 2 - Radicalmente Pateta" e "O Point do Mickey)", e Tatá Guarnieri (novos episódios, e em "House of Mouse").
Pateta
Nome originalDippy Dawg ou Goofy Goof (em inglês)
SexoMasculino
EspécieCão
CaracterísticasAtrapalhado, engraçado
OcupaçãoVários
FamíliaMaxGilberto
Amigo(s)MickeyDonaldClarabela
Criado porArt Babbitt
Primeira apariçãoMickey's Revue (1932)



















Um comentário:

  1. Gostei bastante da matéria! A parte em que explica a saída do Mickey do desenho que tinha os três no início é fácil de entender para mim. Sempre gostei mais do Donald e do pateta porque são falhos. O Mickey é o perfeitinho. Fica chato!

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