sábado, 30 de maio de 2015

ED BENES ou José Edilbenes Bezerra (desenhista)

José Edilbenes Bezerra, (ex-servente de pedreiro) mais conhecido como Ed Benes, é um desenhista brasileiro. Trabalha para a DC Comics, em títulos como Superman e Liga da Justiça.

País de nascimento: 
Brasil

Estado:
Ceará

★ 20 de novembro de 1972


Desde 1993, ED vem abrindo caminho na indústria dos comics, tendo alcançado nesta última década, um prestígio considerável, que o levou a assumir, por exemplo, os desenhos em Liga da Justiça e Aves de Rapina, duas das revistas de maior destaque da DC nos últimos anos.

Entre seus trabalhos + marcantes estão: "Birds of Prey" (Aves de Rapina), "Supergirl", "Liga da Justiça", "Lanternas Vermelhos", e uma mini-série dos "Thundercats".
O grande diferencial desse artista talvez seja dominar como poucos as curvas femininas das personagens que desenha.

Como não fala inglês, Ed Benes recebe os roteiros das histórias em quadrinhos traduzidas em português, então faz os desenhos.

HISTÓRIA

Em Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, onde as carroças ainda disputam espaço com motos e bicicletas nas ruas, todos conhecem José Edilbenes Bezerra, de 36 anos, como "aquele que desenha". Desde os 18, quando deixou de fazer bicos em uma fábrica de filtros e de trabalhar como servente de pedreiro, ele passa até onze horas por dia, incluindo sábados e domingos, sentado numa escrivaninha com o lápis em punho. Mesmo sem entender inglês nem nunca ter saído do país, Edilbenes é contratado exclusivo da poderosa DC Comics, a segunda maior editora de quadrinhos dos Estados Unidos, detentora de títulos como Batman e Superman.
O traço brasileiro não agrada só ao público: faz sucesso também entre os críticos.
O crescimento da participação de estrangeiros no mercado de quadrinhos americano deve-se principalmente à facilidade com que, graças à internet, as editoras identificam novos artistas e recebem deles os desenhos. Além disso, o preço de página de um iniciante estrangeiro é menor do que o de seu equivalente americano. "Enquanto um brasileiro que está começando cobra, no máximo, 75 dólares por página, um americano não trabalha por menos que isso", diz Joseph Rybandt, editor da Dynamite Entertainment. "Claro que, quando eles ficam mais renomados, o salário acaba se igualando", diz.
As agências especializadas, que se encarregam de fazer a ligação entre artistas e editoras, são outro elemento facilitador na contratação de estrangeiros pelos americanos. Segundo Chris Allo, coordenador de talentos da Marvel Comics, grande parte dos desenhistas brasileiros não fala inglês e, portanto, não entende os roteiros originais das histórias que ilustra. As agências é que se encarregam de fazer a tradução. Ed Benes usa esse tipo de serviço. 
Há algum tempo, o artista cearense foi convidado pela DC Comics para participar de uma convenção de quadrinhos em San Diego, na Califórnia. "Tudo pago, mas eu não quis ir. Nem passaporte eu tenho, e daria muito trabalho para tirar." Ed chegou a morar em São Paulo, mas não gostou da experiência. "Lá é um desassossego só. Não quero sair daqui, não." Nem precisa. De Limoeiro do Norte, seus desenhos já dão a volta ao mundo.
Fonte: VEJA.com, por Kalleo Coura








































































































































































































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